Em audiência na Assembleia de MG, o secretário de Cultura e Turismo do governo Zema afirmou que revisará o estudo realizado pelo IEPHA-MG para o tombamento estadual da Serra do Curral “à luz dos impactos ao desenvolvimento econômico”. Questionado pela deputada estadual Bia Cerqueira, o secretário relata denúncias de “irregularidades no contrato” do estudo, que orientou a delimitação da área a ser preservada.
Para quem acompanha a luta pelo tombamento, a alegação parece mais uma desculpa para que os limites sejam revistos, abrindo brechas para a mineração predatória na região. Sabemos que a mineradora Tamisa, por exemplo, tem projetos de exploração de minério dentro da área delimitada para tombamento.
O desenho dessa área foi definido pelo IEPHA-MG a partir de um extenso estudo técnico, financiado pelo Ministério Público de MG. Na avaliação de pesquisadores e ativistas ambientais, o tombamento estadual dentro dos limites previstos pelo estudo será fundamental para proteger a região da mineração predatória e da especulação imobiliária.
Ao invés de proteger nosso patrimônio histórico, cultural e ambiental, o governo do estado favorece a ação das mineradoras na Serra do Curral. É impensável! Com movimentos sociais e mandatos de luta, seguimos na pressão para que o Conselho Estadual do Patrimônio aprove o projeto de tombamento DENTRO DOS LIMITES estabelecidos pelo estudo e recomendados pelo MP!
Imagem em destaque: Arthur Nicolato
