Brumadinho: dois anos sem reparação

Há dois anos, a barragem do Córrego do Feijão se rompeu em Brumadinho, em um dos maiores crimes socioambientais da história do país. A tragédia causada pela Vale deixou 272 pessoas mortas, 11 desaparecidas, dezenas de comunidades e ecossistemas em risco e um rio arrasado pela lama.

Mesmo com a pressão dos atingidos e de movimentos e entidades socioambientais, a empresa arrasta até hoje as negociações sobre o acordo de reparação dos danos causados – que, com a conivência do governo do Estado e das instituições de justiça, tem sido debatido a portas fechadas e sob confidencialidade, sem a participação das comunidades impactadas pela tragédia criminosa. Enquanto isso, a Vale segue em terceiro lugar no ranking das maiores mineradoras do mundo e dobra o valor de suas ações no mercado. É impensável que o lucro seja colocado acima da vida!

Nosso mandato tem acompanhado os desdobramentos do crime da Vale desde 2019, em defesa dos direitos das famílias atingidas e na busca por reparação justa e integral. Na Câmara dos Deputados, integrei o trabalho da Comissão Externa Desastre de Brumadinho, que deu origem a um conjunto de nove propostas legislativas que compõem um novo marco regulatório da mineração no país – quatro delas já foram aprovadas na Casa e seguem tramitando no Senado. Também fui integrante da CPI de Brumadinho, que concluiu pelo indiciamento com dolo das empresas Vale e TÜV SÜD pelo rompimento da barragem, e hoje faço parte da Comissão Externa que acompanha as negociações do acordo de reparação, para que seja garantida a efetiva participação dos atingidos nesse processo.

A Vale precisa pagar! Seguimos em luta por justiça para Brumadinho!

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