Metrô em BH: a cidade quer menos promessas e mais garantias

O senador Carlos Viana (PSD) anunciou em suas redes sociais nesse fim de semana que Belo Horizonte receberá R$ 1 bilhão para a construção da linha 2 do metrô, que chegará ao Barreiro. É preciso ler o anúncio com cautela, já que a concretização dessa promessa pode demandar mais do que simplesmente ‘aguardar’.

Não é de hoje que o metrô de BH vem sendo usado como manobra eleitoreira. A promessa da ampliação da linha 1 e da construção de novas linhas já se arrasta há mais de 20 anos. Eu me lembro quando Marcio Lacerda instalou tapumes na Praça Sete às vésperas da eleição de 2012, para anunciar uma ‘sondagem do solo’ para a instalação do metrô. No ano passado, como nosso mandato denunciou, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, chegou a anunciar o repasse de recursos de uma operação ainda incerta, que dependia de autorização do Tribunal de Contas da União.

Agora, o recurso prometido pelo senador, que é do mesmo partido do prefeito Alexandre Kalil, seria proveniente de indenizações recebidas pelo governo federal por parte da Ferrovia Centro Atlântica, controlada pela VLI Logística, empresa subsidiária da Vale. Como ele mesmo menciona em seu vídeo de divulgação, ainda é necessário um aval da Justiça para confirmar o repasse do dinheiro. O que ele não fala é que, caso o repasse se confirme, nenhuma obra terá início antes de 2022, já que serão necessários estudos de viabilidade e procedimentos de licitação.

A ampliação do metrô é uma demanda histórica de BH e a população está cansada de promessas. O mínimo que se espera dos governantes é que tratem esse assunto com responsabilidade e transparência.

Imagem em destaque: divulgação CBTU

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